terça-feira, 10 de novembro de 2009

Desejos


Eu sinto em mim, forças poucas,
Mas vontades muitas...
Entrego-me então, às coisas loucas
Que saem da cabeça e param na boca.
Às vezes ficam na língua e são engolidas.
São sonhos, desejos, verdades e mentiras

Meus pés, oh! Meus pés...
Malcriados pés, desobedientes,
Inconstantes, dementes!
Parecem insensíveis aos espinhos...
Esquecem que carregam um corpo.
Desvairados, procuram os piores caminhos...

Estou na ponta do penhasco
Tenho medo de cair,
Mas a paisagem é tão deslumbrante
Que me convence a não sair daqui.

Sinto na pele as caricias do vento
E nos primeiros raios de sol
A alegria do renascimento.
Minhas mãos, tremulas, tocam a preguiça,
A vontade de se entregar ao prazer
Ao choro, ao riso, e as delícias...


Ana Patrícia Oliveira Peixoto

5 comentários:

Rafa disse...

"...Meus pés, oh! Meus pés...
Malcriados pés, desobedientes,
Inconstantes, dementes!
Parecem insensíveis aos espinhos..."

Singelo, lindo, poético ao extremo... Ameu veio, vc é boa viu!

http://cemiteriodaspalavrasperdidas.blogspot.com/2009/11/japao-lanca-cemiterio-tecnologico.html

eo disse...

que lindo !
^^

Caroline disse...

Simples e bonito. Amei!

Steffi de Castro disse...

"Mas se me desmantelo ao acaso
Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor"

às vezes me sinto maravilhosamente bem sendo ruim para mim mesma...
:)
amei seu blog.

_____________
www.complexodasletras.blogspot.com

Fernanda disse...

Mt bom. Gostei do seu poema, mt legal. É simples, prático, direto, e ainda sim consegue manter a atenção presa. Você tem um grande talento.

Comente lá no meu blog: http://omundodefernandalopes.blogspot.com/search/label/Eu%20que%20escrevi

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