domingo, 20 de dezembro de 2009

Simples assim


A complexidade das coisas simples
Faz evaporar o entendimento,
Uma lágrima, um pequeno oceano...
Uma explosão de sentimentos.

Loucura, insensatez movida à leviandade,
Raiva de amar, medo de arriscar...
E nos dedos anéis apertados,
O sangue precisa circular

Mantenha as mãos abertas
Para o mercúrio não escapar...
Seja livre pela escravidão
Do amor dos amados e amadas...
Amar é ser escravo de orelhas furadas.


Ana Patrícia Oliveira Peixoto

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Livre de mim


Eu sei que sou pouco
É que eu não quero sobrar nos espaços,
Mas, e se eu acabar?
Oh meu Deus! Ajude-me a me poupar

Quero estar um pouco dentro do pouco,
Não quero estar o tempo todo.
Desta esfera, quero me libertar...

Enjoar-se de mim mesma?!
Oh céus, livrem-me disto...
Dentro desta esfera chamada “eu”
Eu mal posso enxergar.

Vou me atirar na água,
Quero ser doida de pedra.
Perder o medo, e aprender a nadar.

Ana Patrícia Oliveira Peixoto

sábado, 21 de novembro de 2009

O desconhecido


Somos todos homens, dotados de um dom esplêndido:
O dom de fazer história, de produzir cultura...
Temos o dom de ser diferentes.

O mesmo dom, que conduz os poetas a poesia;
Os místicos a magia, o engenheiro a engenharia...
O artesão ao artesanato, assim como Vitalino e sua arte com barro.

O homem é peculiar no que faz, e isto o faz homem.
Por que negaríamos, então, nossa própria humanidade?
Rejeitando e desprezando as diferenças de uma raça,
Se tão somente a diferença é a essência,
Que nos concede tamanha graça?

Seja cópia quem quiser!
Sejam todos animais irracionais!
Entregues a unanimidade...
Sem opiniões e desejos,
Atirem-se na singularidade.

Não negue o homem o que o faz ser homem.
Sejam brancos homens, amarelos, azuis ou pretos...
Que Sejam homens de verdade! Um mundo todo azul
Não teria arco-íris, pra trazer felicidade.

Tememos a diferença, por que ela é desconhecida
Tememos o desconhecido assim como tememos a morte.
Deixe os medrosos, entregues ao seu mundo monocromático,
Deixai os covardes em suas vidas sem cores, assim como merecem.
Viver é aprender... E só se pode aprender o que se desconhece.


Ana Patrícia Oliveira Peixoto

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Inconsciência Negra.


Hoje é o dia da consciência negra. O dia em que ouvimos falar de Zumbi dos palmares (como se só houvesse ele, esquecem-se de Martin Luther King, Machado de Assis, Pelé e outros). O dia em que alguns não vão trabalhar ou estudar, mas nem sabem por que. É mais um feriado! Não importa o que é... É mais um dia para atirar-se na alienação e esperar o coelho da páscoa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Lacrimosa - Regina Spektor


De todas as músicas de Regina Spektor, a que eu mais gosto é esta:
LACRIMOSA... É simplesmente fantástica. Caso você queira baixá-la para conhecer a cantora... BASTA
CLICAR AQUI para fazer o download


Letra da música LACRIMOSA e tradução:

We keep on burying our dead
We keep on planting their bones in the ground
But they won't grow, the sun doesn't help
The rain doesn't help


If my garden would have a fence
Then the rabbits couldn't just come in
And sit on the grass and eat all the flowers
And shit

Hi, I'm IcarusI'm falling down
Man for judgement must prepare me
Spare oh god and mercy
Spare me

Man I have a terrible feeling
That somethings gone awful wrong with the world
Is it something we madeIs it something we ate
Is it something we drank

Hi I'm IcarusI'm falling
From the dust of earth
Returning back for judgement
We must prepare
Spare oh god and mercy
Spare me

Lacrimosa
Lacrimosa

They keep on burying our dead
They keep on planting their bones in the ground
But they won't grow

The sun doesn't help
And all we've got isn't a giant crop of names
And dates

Hi I'm Icarus,
I'm falling down
On this day of tears and mourning
From the dust of earth returning
Man for judgement must
Spare me, spare oh god and mercy
Spare me

Lacrimosa
Lacrimosa

PORTUGUÊS:

Nós continuamos enterrando nossos mortos
Nós continuamos plantando os ossos deles no chão
Mas eles não crescerão, o sol não ajuda
A chuva não ajuda

Se meu jardim tivesse uma cerca
Então os coelhos há pouco não poderiam entrar
E sentar na grama e comer todas as flores
E cagar
Oi, eu sou Icarus
Eu estou caindo
Homem para julgamento me tem que preparar
Disponível, oh deus, em clemência
Me poupe

Tripule, eu tenho um sentimento terrível
Que algo está muito errado com o mundo
É isto algo que nós fizemos
É isto algo que nós comemos
É isto algo que nós bebemos

Oi, eu sou Icarus
Eu estou caindo
Do pó da terra
Voltando para julgamento
Que nós temos que preparar Disponível,
oh deus, e clemência
Me poupe

Lacrimosa
Lacrimosa

Eles continuam enterrando nossos mortos
Eles continuam plantando os ossos deles no chão
Mas eles não crescerão
O sol não ajuda
E tudo que nós temos não são uma colheita gigantescade nomes
E datas

Oi, eu sou Icarus,
eu estou caindo
Neste dia de lágrimas e lamentando
Do pó voltando para terra
Homem para julgamento me tem que preparar
Disponível, oh deus, e clemência
Me poupe

Lacrimosa
Lacrimosa
Lacrimosa

morre ilia
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus.
Huic logo parce, Deus,
Torta Jesu Domine,
Dona eles réquiem.

Confissões de moça tímida


Não vou virar catálogo de jornal!
Embora goste de me exibir “criança”,
Embora dançasse aquela ousada dança...
Era só pra viver e ser gente!
Mesmo assim, não deixei de ser moça decente!

Será? Posso rir de mim agora?
Todos partiram do salão,
Só me resta a consciência...
Tenho esta por senhora.

Mas o momento passou,
A lembrança ficou...
Dançar daquele jeito de novo?
Só eu e ela no meu quarto,
Até chegar a aurora.

Não preciso me esconder.
Ela sabe quem eu sou,
Vê-me nos tratos capilares e faciais,
No banho, nas vergonhas, e nos carnavais...

E nem deixo para trás
O que sou por não poder,
Mas escondo, pois alguém pode não entender...
Minha consciência entende,
Mas tem juízo demais
Pra me deixareu endoidecer.


Ana Patrícia Oliveira Peixoto

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Não há respostas exatas para definir seres relativos \o/