sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Crianças velhas


Imensurável...
Tamanho é o desejo
De retornar a condução dos outros!
De ser quase indiferente a vida
Aproveitando-a inconscientemente...
De achar graça em bobagens,
De desenhar um cachorro que ninguém vê,
De ser malandra sem malandragem...

Saudades de quando a boneca bastava,
De sentir frio na barriga, ao subir na cadeira
Rumo ao que eu não alcançava...
De olhar para o céu como se nunca o tivesse visto,
Sentir os pés no chão frio...
E de sujar roupa com cachorro quente
Sem temer que gritem: - És DEMENTE!

Onde está a minha criança?
Onde estão nossas crianças?
Por que crianças já não são o que é maravilhoso ser?
Não temos pés, não temos corpo...
Somos todos sem formato,
Mas queremos calçar trinta e sete
Quando calçamos vinte e quatro.

Na falta de forma há prejuízos ao juízo,
Mas que seja ela melhor que a definição do indefinido!
Dos olhos que fogem por terem mentido,
Das verdades que mentem aos mais sinceros inocentes,
Duma vida falsamente cheia de sentido.






Ana Patrícia Oliveira Peixoto

3 comentários:

Silvio disse...

Muito bom, as crianças precisam de libertação, acreditar em ser criança é o primeiro passo. Gostei dos dois lados que você citou, consegui entender a mensagem.

Abraços.

Atch. disse...

Identifiquei como um apelo à inocência, algo que está se perdendo nos dias de hoje. Muito bom!

Álison Omena disse...

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